Comprar Agora

LÂMPADAS DE HALOGÉNIO, XÉNON E LED |Alteração das óticas | Dicas

Carro vw com faróis e óticas amarelas  ligadas na noite

São muitos os condutores que apreciam modificações automóveis. Assim, pensam nas lâmpadas e óticas como um dos primeiros aspetos a mudar.

A iluminação do automóvel é, obviamente, crucial para a condução, por questões de segurança e auxílio visual, para ‘ver e ser visto’. Já demos dicas sobre a importância da verificação das lâmpadas antes de viagens aqui.

Assim, podes ter luzes de cores diferentes, desde tons mais azulados a mais amarelados. E, no que diz respeito às lâmpadas das óticas, existem de halogéneo, xénon e, mais recentemente, de led.

As diferentes cores das lâmpadas têm a ver com o tipo de material e tecnologia usada.

Em Portugal, para as lâmpadas das óticas, são permitidas duas cores: branco e amarelo. Tipicamente, o branco é a cor que mais se utiliza, sendo o amarelo típico de veículos mais antigos. As luzes vermelhas estão reservadas para a retaguarda do veículo e os “piscas”, ficam-se pela cor laranja.

Segundo o Código da Estrada, pode incorrer numa contraordenação se:

  1. O veículo circular sem dispositivos de iluminação obrigatórios por lei;
  2. Usar dispositivos não previstos por lei;
  3. As cores das luzes forem utilizadas de forma errada: vermelho para a frente e/ou branco para a retaguarda.

Porque é que as luzes tem diferentes cores

A coloração do feixe luminoso produzido pela lâmpada de Xénon é branco azulado e da convencional é amarelado. A cor varia em função da temperatura da luz.

Relação entre a temperatura e a cor das lâmpadas das óticas de veículos

De acordo com diversos regulamentos internacionais, quando se utilizam faróis cuja intensidade luminosa ultrapasse os 2000 lúmen, é obrigatório:

  • montagem de um sistema de lavagem de faróis.
  • montagem de um dispositivo de regulação automática da altura dos mesmos.

Evolução das lâmpadas para automóveis

Quando o automóvel foi inventado, a iluminação utilizada neste meio de transporte era a mesma das habitações da época. Basicamente, eram velas de parafina protegidas por caixas de vidro.

Exemplo de faróis e óticas de um automóvel antigo no meio da natureza

Como resultado da evolução do automóvel, as lâmpadas também foram alteradas para modelos mais adequados ao uso no exterior  e ao aumento da velocidade que os carros começavam a atingir. Por tudo isto, surgiram as versões elétricas com a utilização de resistências incandescentes.

As luzes traseiras, incluindo as luzes de travão, só foram introduzidas por volta de 1915. Os sinais de pisca com o mecanismo que desligam automaticamente foram desenvolvidos em 1940. E, por volta de 1945, os faróis e os indicadores de mudança de direção foram integrados na carroçaria do automóvel.

As lâmpadas de halogéneo foram desenvolvidas na Europa, em 1960. Os faróis HID (High Intensity Discharge), mais conhecidas como xénon, foram produzidos a partir de 1991. Dois anos depois, as primeiras lâmpadas traseiras LED (que foram introduzidos na primeira década do século XXI) foram instaladas em automóveis de produção em massa.

Tipos de lâmpadas

Passemos então à explicação de cada tipo de lâmpada.

Halogénio

Nos primeiros anos do automóvel, os filamentos de tungsténio, semelhantes aos das lâmpadas domésticas, foram a solução adotada para solucionar o problema da iluminação nos veículos. E, desde os anos 60 até os nossos dias, estes filamentos eram fechados dentro de uma bolha de gás (halogéneo) de forma a aumentar a performance e longevidade.

Duas lâmpadas de halogénio azuis para aplicar nas óticas dos carros

A luz destas lâmpadas era focada para a estrada através de lentes com a função complementar de servir como revestimento protetor. Atualmente, essa função é feita de uma forma separada. Desde os anos 90, o revestimento dos faróis é feito de policarbonato (em vez de vidro), uma vez que é mais leve e forte e a luz das lâmpadas é direcionada por refletores. Em alguns casos, isso é feito recorrendo a uma lente projetora colocada dentro do farol.

As lâmpadas de halogéneo combinam o baixo custo com uma vida útil de 500 a 1000 horas e, por isso é o tipo de iluminação mais comum hoje em dia.

No entanto, com o aumento da procura pela eficiência, esta realidade poderá sofrer alterações. As lâmpadas de halogéneo debitam cerca de 55 watts de potência e a maioria acaba por ser desperdiçada sob a forma de calor em vez de luz.

Xénon (Descarga de Alta Intensidade/HID)

Duas lâmpadas xénon com ponta de cor roxa

Uma mistura de metais raros e gases (um deles é o xénon) é aquecida de forma a produzir um ‘brilho’ claro e forte. Este sistema é 2 a 3 vezes mais forte que as lâmpadas de halogéneo, chegando a ser incómodas para outros condutores. Por essa razão a legislação da maioria dos países obriga a que os veículos dotados com este sistema estejam preparados com faróis auto-nivelantes e lava-faróis. Assim, a luz é projetada para baixo e evita-se que a sujidade desvie a luz para os olhos de outros condutores.

Comparação de lâmpadas Xénon vs lâmpadas de halogénio nas óticas dos carros

Apesar da sua maior potência, as lampadas HID requerem menos energia para funcionar (35 watts) e, por este motivo, estima-se que durem cerca de 2000 horas de utilização.

Este tipo de lâmpada tornou-se disponível em meados dos anos 90 e são, agora, opcionais na maioria dos modelos.

Faróis do Peugeot com lâmpadas xénon

O uso de elementos raros nestes faróis faz com que os seu preços se mantenham elevados, o que contribui para o aparecimento de outras soluções como a que vamos ver a seguir.

LED (light emitting diodes)

Lâmpada LED nas óticas dos carros são mais eficientes

O protagonismo do LED tem aumentado de tal forma que a sua utilização já passa pelo uso doméstico! Atualmente, nos veículos, são usados nos faróis dianteiros nas luzes de travão, piscas e luzes de nevoeiro.

Apesar de menos potentes que o Xénon, atingem o seu brilho máximo mais rapidamente.

Acredita-se que o seu uso nas luzes de travagem, melhoram a reação dos condutores em 30%. Alguns fabricantes anunciam uma vida útil de 15 000 horas para as suas lâmpadas de LED.

No entanto, a sua grande vantagem reside no fato de que, ao contrário das lâmpadas de Xenon e Halogénio, emitirem muito menos calor, ou seja, são mais eficientes.

Durante anos, estavam apenas disponíveis em veículos de luxo. Hoje em dia, alguns carros do segmento médio já vêm equipados com este tipo de iluminação, como é o caso do Peugeot 308.

Peugeot 308 com duas lâmpadas de LED nas óticas.

Mas afinal quais são as diferenças entre lâmpadas de halogéneo e lâmpadas led?

  • Lâmpada de halogéneo: com filamentos em tungsténio, envolvidos em quartzo e, assim, os filamentos ficam livres. Desta forma, as lâmpadas de halogénio garantem uma iluminação mais eficiente e diferenciada. São mais potentes, conseguindo gerar mais calor e, por essa razão, a temperatura no local aumenta consideravelmente. A iluminação é mais semelhante à luz natural, o que permite maior fidelidade das cores e dos tons.
  • LED significa Lightning Emmited Diodes. As lâmpadas LED baseiam-se na conversão de energia elétrica em luz, com recurso a chips de pequena dimensão. A tecnologia das lâmpadas LED é mais avançada do que todas as outras existentes no mercado. Tem menos potência, mas é mais eficiente. Dispõem de uma vida útil mais longa e, por isso, são trocadas com menor frequência. Assim, podem ser consideradas ‘amigas’ do ambiente.

Concluindo, para quem gosta de fazer alterações no veículo, o ideal é sempre ficar pelo que a legislação obriga e, ao mesmo tempo, prático/económico. Tenham atenção para situações em que alteram as lâmpadas ou óticas e acabam por ser um chamariz de multas!

O que vocês acham? Trocariam as lâmpadas de halogénio pelas de xénon ou led?

Leave Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *