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Óleo do motor | Como escolher

óleo motor

Com os quilómetros e com o passar dos anos, o óleo do motor vai perdendo a sua viscosidade e, consequentemente, a qualidade. Muitas pessoas podem saber que o óleo existe. Mas, poucos sabem da importância de mudar o óleo do motor atempadamente. Especialistas recomendam que o óleo seja trocado a um X número de quilómetros ou a um X número de anos. Caso o óleo do motor não seja trocado e o tempo máximo recomendado seja ultrapassado, a consequência mais grave que pode acontecer é o motor “gripar”. Uma vez que não há lubrificação adequada, as peças começam a causar atrito entre si.

Um óleo é considerado de qualidade consoante os aditivos ou características que possui. Existem marcas, por exemplo, no mercado que se denominam mais baratas (e de facto são) para o consumidor a curto prazo. No entanto, estes óleos podem comprometer a boa lubrificação do motor. Como já vimos, no futuro e com a continuidade de utilização, este óleo pode revelar-se mais caro (saindo o tiro pela culatra). Um motor mal lubrificado pode “gripar”.

Lembrem-se que as marcas recomendam usar um determinado tipo de óleo do motor com características muito específicas.

Quando estiver na altura de mudar o óleo, optem por qualidade!

Função do óleo do motor

O óleo do motor reduz o atrito que ocorre entre as peças móveis do motor e garante, assim, que tudo funcione corretamente. Desta forma, também impede a corrosão das peças, ao longo do tempo. Por isso, o óleo é considerado um lubrificante.

Categorias

O óleo do motor divide-se em 3 categorias principais: minerais, sintéticos, semi-Sintéticos.

Mineral

São feitos da destilação fracionada de petróleo que foi adicionalmente purificado com ácido ou via extração com solvente. São frequentemente rotulados como Mineral. Estes lubrificantes apresentam altos níveis de viscosidade. Assim, quando aquecidos, evaporam-se muito rapidamente e contaminam devido à degradação química dos aditivos na sua composição.

Características

As características dos óleos com base mineral são:

  • Atende às exigências de veículos mais antigos;
  • Tem um preço mais acessível;
  • Mas necessita de maior quantidade de trocas e, assim, dura menos.

Semi-sintético

Tem como base minerais submetidos a processos técnicos especiais. Estes óleos de motor contêm uma maior quantidade de aditivos em relação aos óleos minerais. Funcionam muito bem em regiões com invernos suaves e verões moderadamente quentes. O seu custo é menor que o dos óleos sintéticos.

Características
  • Tem uma boa durabilidade;
  • E o preço intermediário.

Sintético

Feito de óleo através de síntese orgânica. Rotulado como totalmente sintético na maioria dos países. Devido à sua fórmula especial e tecnologia de ponta utilizada na sua produção, esses óleos de motor impedem a formação de depósitos de lodo. Desta forma, apresentam características ótimas de viscosidade em condições de clima frio e garantem uma proteção confiável do motor nos primeiros segundos após o arranque. Mantêm igualmente as suas propriedades originais mesmo em temperaturas extremamente altas. E, portanto, são adequados para o uso em climas quentes.

Características
  • Dura mais, evitando ter de trocar com mais frequência o óleo;
  • Impede formação de borra;
  • Lubrifica de maneira mais eficaz;
  • E tem uma forte resistência à oxidação.

Como saber que óleo do motor usar?

Antes de mais, é importante dizer (ou escrever…) que cada fabricante já nos dá indicação sobre que óleo a usar no nosso veículo. Mas as embalagens trazem uns números meio esquisitos e nem todas as pessoas sabem decifrar o que aquilo quer dizer. Então, a pensar nisso, vamos explicar-vos a nomenclatura da principal e mais usual classificação: a SAE.

SAE

Estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros de Automóveis dos Estados Unidos, esta sigla classifica os óleos lubrificantes pela sua viscosidade, que é indicada por um número. Assim, trata-se da classificação mais antiga de lubrificantes para automóveis, definindo somente as faixas de viscosidade. Mas não leva em conta os requisitos de desempenho.

Cada óleo do motor tem a sua própria denominação. E em cada embalagem de óleo estão presentes dois algarismos separados por por uma letra, o W. Algo como 10W40, 20W40, 10W30, etc.

Quanto maior este número, mais viscoso é o lubrificante. Entenda-se por viscosidade um óleo grosso ou mais fino. A viscosidade mede a dificuldade com que o óleo escorre. Desta forma, quanto mais viscoso for um lubrificante, mais difícil é escorrer. Assim, a sua capacidade de se manter entre duas peças móveis será maior e, como é óbvio, a lubrificação será melhor. Mas existe um pormenor, a viscosidade dos lubrificantes não é constante, ela varia com a temperatura. Ou seja, quando a temperatura aumenta a viscosidade diminui e o óleo escorre das peças com mais facilidade.

Para ajudar a classificar essa viscosidade, existe o Índice de Viscosidade que mede a variação da viscosidade dos óleos com a temperatura. Isto é, quanto maior o índice, menor será a variação de viscosidade do óleo lubrificante quando submetido a diferentes valores de temperatura.

Os lubrificantes são, então, catalogados em 3 categorias: verão, inverno e multiviscosos.

Verão

Os de verão, são aqueles específicos e mais indicados APENAS para serem utilizados durante temperaturas mais elevadas. Por exemplo, SAE 20, 30, 40, 50, etc.

Inverno

Depois temos os óleos de inverno, indicados para zonas ou alturas do ano em que as temperaturas são mais baixas. Assim, temos os SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W, etc.

Multiviscosos

E ainda, os mais conhecidos, os óleos multiviscosos. Estes são os mais utilizados uma vez que servem tanto para o inverno como para o verão. Assim, as suas denominações são SAE 20W-40, 20W-50, 15W-50 e outras.

Agora vamos ao pulo do gato e que explode a cabeça.

 A letra “W” provém do inglês “winter”, que significa inverno. Ou seja, qualquer óleo que tenha na sua denominação o ‘w’, significa que esse óleo é apto e adequado para ser utilizado no inverno ou a temperaturas mais baixas!

E por é que os multiviscosos são tão utilizados? Porque são fabricados para se adpatarem tanto as baixas temperaturas quanto às mais elevadas: 10W(frio)40(quente).

Tecnicamente falando….

O primeiro número indica a viscosidade com o motor frio, basicamente a temperatura ambiente. Ou seja, quanto mais baixo esse número, menor será o esforço do motor para iniciar o seu funcionamento. Este valor é crucial em países onde a temperatura ambiente fica abaixo de zero com frequência. E, nestes casos, o óleo deve ser capaz de se manter fluído, sem se solidificar. desta forma, garante que o motor consegue girar e arrancar. Depois, conforme o motor vai aquecendo, a viscosidade muda e sobe para o valor indicado pelo segundo número.

Outras nomenclaturas

Existem outras nomenclaturas, siglas de entidades internacionais, e que são responsáveis pela elaboração de uma série de normas. Estas normas são baseadas em testes específicos, que não só a viscosidade,e permitem a classificação dos lubrificantes.

API

O API, criado pelo American Petroleum Institute em conjunto com a American Society for Testing and Materials, definiu especificações de níveis de desempenho para os óleos lubrificantes. Essas especificações funcionam como um guia para a escolha por parte do consumidor. Assim, para carros ligeiros a gasolina, por exemplo, temos os níveis API SJ, SH e SG. E, no caso de motores diesel, a classificação é API CI-4, CG-4, CF-4, CF e CE. Ou seja, o “C” representa Commercial, e o “S” significa Service Station, e a outra letra define o desempenho.

ACEA

Existe ainda a ACEA, iniciais que representam a Association des Constructeurs Européens de l´Automobile. Antigamente denominada de CCMC, esta classificação europeia associa alguns testes da classificação americana API a ensaios de motores de fabricantes europeus. E, como exemplos, temos a Volkswagen, Peugeot e Mercedes Benz.

JASO

JASO, da Japanese Automobile Standards Organization define uma classificação de lubrificantes para motores a dois tempos. As suas siglas funcionam com as da API em ordem crescente de performance, iniciam-se com a letra F seguida da letra da performance, FA, FB e FC.

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